
O vereador de São Luís, Octávio Soeiro (Podemos), enfatizou o projeto de sua autoria, que, adiciona no efetivo da Guarda Municipal a presença de mulheres com formação adequada para uma atuação conjunta, afim de fazer cessar a violência contra as mulheres da capital.
“Uma lei que protege as mulheres, garantindo respeito e direitos”, destacou o vereador Octávio Soeiro (Podemos), em sessão desta segunda-feira (7), na Câmara Municipal de São Luís, ao citar o aniversário de 17 anos da Lei Maria da Penha.
“É uma grande ferramenta de defesa e proteção às mulheres do nosso país. Sabemos que, os índices de violência contra a mulher ainda são muitos e temos, todos, a obrigação de atuar para que a violência contra as mulheres seja fortemente combatida”, ressaltou o vereador Octávio Soeiro.
Octávio Soeiro frisou o simbolismo da Lei Maria da Penha e concluiu, alertando para atos de importunação sexual às mulheres, em espaços públicos como estádios esportivos, e destacou que deve haver empenho para combate a estas ocorrências.
Ações
A vereadora Karla Sarney (PSD) fez um aparte sobre a data de aniversário da Lei Maria da Penha para informar de agenda que será realizada na Câmara voltada às mulheres. Trata-se de evento que será no pátio da casa legislativa, previsto para quarta-feira (9), a partir das 8h. O tema será focado na Lei Maria da Penha.
“Nós mulheres, nos sentimos incluídas nas palavras do nosso colega Octávio Soeiro e cito que é um marco estes 17 anos da Lei Maria da Penha. Lembramos que a Procuradoria da Mulher da Câmara está para apoiar, reafirmar e conscientizar sobre os direitos de todas as mulheres. Essa nossa agenda de quarta-feira, será para comemorar este marco e contamos com a participação de todas as vereadoras”, enfatizou Karla Sarney.
Histórico
A Lei Maria da Penha leva o nome da farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que ficou paraplégica, após ser vítima de tentativa de feminicídio, cometido pelo seu marido. Ele respondeu em liberdade e só foi preso 20 anos depois. O caso estimulou a apresentação de um projeto de lei sobre o tema, em 2004. O texto virou lei dois anos depois.
A norma trouxe várias mudanças nas formas de ver a violência contra a mulher no Brasil. Umas das mais significativas é a definição de violência doméstica e familiar contra a mulher, bem como a caracterização desta como agressão aos direitos humanos. As penas podem chegar a 45 anos de reclusão.











