Brandão anuncia empresária de Imperatriz para assumir Casa Civil do Governo

Publicado em: 19 de maio de 2026

A professora e empresária Miriam Reis Ribeiro foi anunciada pelo governador Carlos Brandão (sem partido) para assumir a chefia da Casa Civil.

O ato de nomeação foi publicado no Diário Oficial do Estado na edição desta última segunda-feira, 18.

Desta forma, ela substituirá o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (MDB), que deixou o cargo no período da desincompatibilização para concorrer a uma das 42 vagas para Assembleia Legislativa.

Miriam reside na segunda maior cidade do Maranhão e possui experiência na área da administração pública, já tendo exercido função de secretária municipal na gestão do próprio Madeira, principal avalista da sua indicação.

Bira do Pindaré promove festa em apoio ao fim da escala 6×1

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Música, cultura e resistência vão tomar conta do Tebas Bar na próxima sexta-feira (22). A partir das 19h, acontece, gratuitamente, a 1º edição do Sarau do Mará, uma celebração pelo fim da escala 6×1.

Em meio ao crescimento da mobilização nacional pelo fim da jornada 6×1, o Sarau do Mará surge como um espaço de resistência popular, trazendo para o centro da festa uma discussão que atravessa a rotina de milhões de brasileiros. Mais do que entretenimento, o evento busca provocar reflexão sobre uma realidade cada vez mais insustentável para a classe trabalhadora.

“Chega de viver apenas para trabalhar. O povo também quer tempo para descansar, aproveitar a família, cuidar de si, ter uma vida com mais qualidade”, destaca Bira do Pindaré.

Com entrada gratuita, o Sarau do Mará promete unir cultura, política e diversão em uma programação voltada para quem acredita que dignidade também passa pelo direito ao tempo livre.

Andreia Rezende homenageia Fufuca Dantas com a medalha na ALEMA

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A Assembleia Legislativa do Maranhão realizou, nesta segunda-feira (18), a entrega da Medalha Manuel Beckman ao ex-prefeito, ex-deputado estadual e uma das maiores lideranças políticas do Vale do Pindaré, Fufuca Dantas. A honraria, considerada a maior concedida pelo parlamento maranhense, foi proposta pela deputada estadual Andreia Rezende e aprovada por unanimidade pelos deputados estaduais.

A solenidade contou com a participação deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca, prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Didi do PP, prefeito de Tufilândia, Emanuel Ricardo e prefeito de Paulo Ramos, Adailson Machado. Além dos ex-deputados estaduais Stênio Rezende, Rubens Pereira, Penaldon Jorge e Jura Filho, diretor-geral do DETRAN Maranhão, Diego Rolim, presidente do CIM, Flávio Viana, pré-candidato a deputado estadual Tulio Rezende, vereadores, secretários municipais e lideranças políticas.

Durante a homenagem, a deputada Andreia Rezende destacou a trajetória de dedicação de Fufuca Dantas ao Maranhão e, especialmente, ao povo de Alto Alegre do Pindaré. Formado em Economia pela UFMA, Fufuca construiu uma vida pública marcada pelo compromisso com o desenvolvimento regional, atuando como vereador, deputado estadual, secretário de Estado e prefeito por quatro mandatos.

Orleans Brandão reforça alianças políticas na Baixada Maranhense

Publicado em: 18 de maio de 2026

Antes do grande ato “Por Todo o Maranhão”, no município de Pinheiro, em mais um movimento de fortalecimento de sua pré-candidatura ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão participou de uma série de encontros com importantes lideranças políticas da Baixada Maranhense, ampliando apoios e reforçando o diálogo em torno de propostas para o desenvolvimento da região.

Orleans foi recebido pelos ex-prefeitos de Pinhero, Luciano Genésio e Filuca Mendes; o deputado João Batista Segundo, o ex-deputado estadual Leonardo Sá, e o professor Fernando Mitoso, todos influentes figuras políticas da história recente do município, com relevantes serviços prestados à população pinheirense.

Ao agradecer a receptividade e o apoio das lideranças políticas de Pinheiro e de toda a Baixada Maranhense, Orleans Brandão reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento da região, assegurando que seguirá trabalhando para construir soluções concretas para todos os municípios da Baixada.

“Quero agradecer a acolhida e a confiança de todas as lideranças e de cada cidadão que está conosco nessa caminhada. Ouvir de perto as demandas da população e receber o apoio de nomes tão importantes da história política da Baixada Maranhense fortalece ainda mais nossa disposição de seguir trabalhando. Tenho um compromisso verdadeiro com Pinheiro e com todos os municípios desta região tão importante para o nosso estado, de construirmos juntos caminhos que garantam mais oportunidades, investimentos e qualidade de vida para o nosso povo”, enfatizou Orleans.

A programação teve início com um café da manhã com Fernando Mitoso e amigos, oportunidade em que Orleans ouviu demandas da população local e debateu pautas relacionadas ao desenvolvimento da Baixada Maranhense.

Dando sequência à agenda, ele reuniu-se com o ex-prefeito Luciano Genésio, encontro no qual participaram também apoiadores e importantes lideranças políticas, em mais um momento de articulação e fortalecimento de sua pré-candidatura.

Na ocasião, Luciano Genésio destacou a capacidade de diálogo e a sensibilidade política de Orleans Brandão, ressaltando sua conexão direta com as demandas da população e manifestando confiança em seu projeto para o futuro do Maranhão.

“A política se faz com líderes que sabem ouvir, que estão conectados com quem está lá na ponta, entendendo de perto as necessidades do povo, exatamente como Orleans tem demonstrado ser. Por isso, acreditamos no seu projeto político e temos a certeza de que ele dará uma grande contribuição à nossa Baixada Maranhense e ao Maranhão”, disse Luciano Genésio.

Durante a tarde, Orleans Brandão também se reuniu com o ex-deputado estadual Leonardo Sá, consolidando apoios estratégicos e teforçando o engajamento à sua pré-candidatura. Liderança regional muito ligada às demandas populares de Pinheiro, especialmente na saúde, Leonardo reteirou apoio à pré-candidatura de Orleans.

A agenda no município incluiu ainda um encontro com o deputado Batista Segundo e o ex-prefeito de Pinheiro Filuca Mendes, três vezes gestor da cidade, para ampliar o diálogo e reforçar a união em torno de seu projeto político.

José Sarney publica ‘carta de amor à urna eletrônica’

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Por José Sarney

Com a maior felicidade assisti ao discurso do Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, com o elogio da urna eletrônica, vinculando sua existência, ao longo do processo de informatização das eleições, ao fortalecimento da democracia, com a consolidação da pureza dos escrutínios eleitorais.

Eu, por conta da bondade de Deus, que me assegurou vida longa, e da minha carreira política, que marcou o meu destino, acompanhei todo esse processo de informatização e, muitas vezes, ajudei a modificar a legislação eleitoral: no princípio, muito participei da advocacia eleitoral, quer como advogado, quer como delegado de partido.

Comecei como candidato a deputado federal, em 1954, com as cédulas retangulares de papel, nas quais estava escrito o nome do candidato e o cargo a que pleiteava. Depois participei de eleições já com a cédula eleitoral distribuída pelos partidos, com um pequeno quadrado no qual o eleitor escolhia o seu candidato, cujos nomes figuravam na respectiva cédula.

As críticas a essa cédula eram muito fortes, pois possibilitavam muitas distorções e fraudes. Então, nós, da UDN — União Democrática Nacional, partido ao qual pertencia, com parlamentares de outros partidos, lutamos pela chamada cédula oficial, que nada mais era do que a cédula anterior, mas feita pela Justiça Eleitoral, por ela distribuída e entregue na seção receptora.

Mas o grande problema ainda era o da obtenção do título eleitoral, feito por iniciativa de candidatos e cabos eleitorais, que também providenciavam um retrato para os eleitores, um processo com alto custo. Basta ver que retratos de outros estados eram comprados para serem usados em títulos fantasmas, deformando o resultado das eleições.

Lembro que, no Maranhão, no Município de Parnarama, compraram retratos do Piauí e, esgotadas as possibilidades de criação de novos nomes de eleitores fantasmas, resolveram inventar uma família Kodak, o que foi motivo de muita chacota. Apareceram ali “membros da família” da marca da máquina de retrato, Kodak. Então: João Kodak, Maria Kodak, Joaquim Kodak. Eram tantos Kodaks que se pensou em levá-los para se habilitarem como herdeiros dessa grande indústria de máquinas de retrato!

No Parlamento, defendi o projeto de lei de modernização do alistamento eleitoral e a criação do Serviço Nacional de Alistamento Eleitoral, tendo como exemplo o Alistamento Militar que já existia, destinado a sanar essa válvula de fraude que engordava o eleitorado fantasma.

Em 1989, quando fui Presidente da República, com o Ministro Néri da Silveira como Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, incentivei-o a deflagrar um processo de informatização: ele começou esse trabalho e entregou-me o primeiro título eleitoral, que era igual a um cartão de crédito. Era um grande avanço e o pontapé que nos levaria à urna eletrônica. Esse projeto de urna eletrônica como meta final teve um grande avanço na Presidência do Ministro Carlos Veloso, que sucedeu ao Ministro Néri da Silveira. A primeira utilização de urna eletrônica, com o título já digitalizado, ocorreu em 1996. Naquele ano, como experiência, mais de 50 Municípios (com mais de 200 mil eleitores) já votaram nesse método. A utilização de urnas eletrônicas em 100% dos Municípios brasileiros ocorreu em 2000.

Desde então, a urna eletrônica consolidou sua presença e conquistou grande prestígio. Ela passou a assegurar eleições limpas e transparentes, simplificando grandemente o processo eleitoral. A apuração — que no velho sistema consumia muitos dias — passou a levar somente algumas horas. Desse modo, às dez horas da noite do dia do pleito, todo o Brasil já conhece o resultado das eleições — chorando os derrotados e soltando foguetes os vencedores.

A urna eletrônica é um instrumento de cidadania e liberdade: quando o eleitor está na cabine, só ele e aquela pequena máquina, sem a presença do cabo eleitoral e a pressão de coronéis, ele é o único dono de sua vontade.

Somente pude ser governador do Maranhão porque o Presidente Castelo Branco, por solicitação nossa, apoiou a ideia de que, antes da eleição, o TSE e o TRE do Estado fizessem uma revisão do eleitorado, numa comissão presidida por um ministro do TSE, garantindo a presença da Força Federal. Dessa forma, eliminaram-se 200 mil eleitores fantasmas, que votavam fraudulentamente e nem eram apurados, apenas somados aos mapas — único lugar em que esses eleitores viviam.

Então, pintaram no muro do cemitério de São Luís, em 1965, no dia da minha eleição para governador:

“Agradecemos ao TSE não termos de votar hoje. Agora descansamos em paz! Assinado: os mortos.”

Feita a eleição para governador, derrotei os candidatos do governo do Estado por uma larga margem de votos, constituindo o passo definitivo para a libertação do Maranhão de eleições fraudadas.

A urna sempre fez parte da minha carreira política, pois foi ela que me deu todos os cargos que ocupei, expressando a vontade do povo do Maranhão, do Amapá e do Brasil.

Apesar de ter a maioria esmagadora das pessoas como amigos, a urna eletrônica sempre teve inimigos. Contra ela, Brizola, o maior deles, que desejava o sistema anterior e voto impresso, e depois o ex-Presidente Bolsonaro.

Hoje a urna eletrônica é um exemplo mundial. Eu e quase a totalidade do mundo político só temos louvores para ela. Agora, mais velho, posso dizer que ela nos poupou de muitas mazelas que vivi e presenciei antes dela. Nas velhas urnas, de pano e de madeira, sempre havia denúncia de terem sido “emprenhadas”. A urna eletrônica continua virgem: ninguém maculou sua pureza.

No dia 13 de maio deste ano, a urna eletrônica completou 30 anos. Os técnicos que compareceram ao TSE para certificarem sua integridade saíram de mãos vazias, o que se mostrou ser uma grande conquista da democracia e da liberdade.

Parabéns ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, pela sua defesa da urna eletrônica e pelas ideias do seu programa. Eu me congratulo com Vossa Excelência porque fui um dos lutadores pela modernização do processo eleitoral.

Minha urna, meu amor. Viva!

A gestão pública que mais cresce no Brasil

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Por Carlos Brandão

Há alguns anos, resolver um problema simples muitas vezes significava enfrentar burocracia, demora e a impressão de que o Estado caminhava em um ritmo diferente da vida real das pessoas. Hoje, após decidirmos por uma intervenção estratégica na modernização de nossos processos, essa percepção começa a mudar.

O Maranhão vive um novo momento na gestão pública. E essa mudança é resultado de uma forma diferente de governar, baseada em planejamento, responsabilidade fiscal, modernização administrativa e, principalmente, cuidado com as pessoas. Uma gestão feita por servidores dedicados e comprometidos com o bem servir.

Talvez este seja o maior diferencial da nossa gestão: a capacidade de unir técnica e sensibilidade humana. E os números ajudam a explicar isso. O estado saiu da 20ª para a 9ª posição no Ranking de Competitividade dos Estados, tornando-se o ente federativo que mais evoluiu em gestão pública no país nos últimos três anos. Mas, na prática, essa evolução significa algo muito mais simples de entender: o governo passou a funcionar melhor para quem mais precisa dele.

E isso aparece no cotidiano. A dona de casa, que consegue acessar serviços sem precisar perder um dia inteiro em filas. O trabalhador, que resolve demandas pelo celular. O estudante, que encontra mais oportunidades em um estado que começou a investir em conectividade, inovação e transformação digital.

O pequeno empreendedor, que percebe um ambiente mais organizado e preparado para crescer. O cidadão ou cidadã, que resolve abrir uma empresa e consegue fazer isso em quatros horas, quando antes demorava noventa dias – e tempo faz toda a diferença para quem se preparou e está pronto para enfrentar os desafios do mercado.

Mas resolvemos ir além, ampliar. Lançamos o Maranhão Digital, que talvez seja um dos símbolos mais claros dessa nova fase. Ao reunir centenas de serviços em uma única plataforma, reduzimos burocracia e aproximamos o Estado da população. Parece algo técnico. Mas não é apenas isso.

Quando um cidadão deixa de passar horas esperando atendimento e fica mais tempo com a família ou trabalhando; quando consegue resolver questões antes demoradas agora em minutos, existe ali um gesto silencioso de respeito, de inclusão.

Ao mesmo tempo, continuamos buscando investimentos que aceleram o cumprimento de nosso plano maior: o Maranhão 2050.  Estamos investindo em infraestrutura, mobilidade, habitação e conectividade e, em breve, lançaremos cabos submarinos que conectarão o Maranhão diretamente à Europa, transformando nosso estado em um polo tecnológico global. E o mais importante: estamos fazendo tudo isso ouvindo você.

Com o Orçamento Participativo – aliás, a edição 2026 já está começando -, a sua voz decide onde o recurso deve ser aplicado. E os resultados continuam aparecendo. Comemoramos o registro de que o Maranhão alcançou a menor taxa de desemprego do Nordeste no primeiro trimestre de 2026. E mais: o número de trabalhadores ocupados passou de 2,570 milhões para 2,657 milhões. São mais 87 mil maranhenses devidamente empregados.

O Maranhão começa a se posicionar estrategicamente para novos desafios, atraindo desenvolvimento e criando bases para uma economia mais moderna e competitiva. Um caminho pavimentado pela excelente parceria que mantemos com o governo Lula, que guarda um carinho muito especial pelo Maranhão.

Avançamos muito na gestão pública sem perder uma característica importante de nosso governo: a presença. Afinal, construímos um estilo de governar próximo, municipalista e atento às realidades locais, percorrendo o estado, escutando as pessoas, acompanhando obras e compreendendo que nenhum planejamento funciona de verdade quando é feito apenas dentro de gabinetes. É uma mudança importante de mentalidade. O cidadão deixa de ser espectador e passa a fazer parte das decisões.

A evolução da gestão pública no Maranhão está na construção de um estado mais organizado, mais eficiente e, ao mesmo tempo, mais humano. Porque gestão pública de verdade é fazer as pessoas sentirem que existe um governo próximo, responsável e preparado para cuidar do presente sem perder de vista o futuro.

Octávio Soeiro anuncia nova edição do Arraial de Coração pra Coração com o cantor Vitor Fernandes fechando a programação

Publicado em: 14 de maio de 2026

O vereador de São Luís, Octávio Soeiro, anunciou, em suas redes sociais, a 5ª edição do Arraial de Coração pra Coração, que será realizado nos dias 02 e 03 de junho, no Bairro São Cristóvão.
No primeiro dia de festança, será uma noite de valorização da nossa cultura, com atrações culturais e muito São João raiz. Já no segundo dia, será a vez do cantor Vitor Fernandes, atração nacional, além de várias bandas locais para fazer a festa até o último minuto.

“Serão dois dias de muita alegria, e o nosso arraial será muito maior este ano, mas mantendo a mesma credibilidade, segurança e conforto de sempre, para que as famílias possam se divertir. Eu espero toda a cidade de São Luís nesses dias”, disse Soeiro.
O arraial conta com o apoio do Governo do Maranhão, do governador Carlos Brandão, além dos parceiros Orleans Brandão, Florêncio Neto e Juscelino Filho.

Orleans reitera apoio a Lula apesar de “apoio” do PT a Camarão

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O pré-candidato do MDB ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, reiterou nesta quarta-feira, 13, numa entrevista concedida ao programa Xeque-Mate, total apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo após as últimas manifestações de apoio ao vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão.

“Seria incoerente abandonar Lula depois de tudo que foi construído”, destacou.

O emedebista destacou obras realizadas através da parceria entre o Governo Federal e a gestão do governador Carlos Brandão.

Entre os projetos citados estão a Avenida Metropolitana, a extensão da Litorânea e melhorias em rodovias federais no estado.

Carlos Brandão anunciará pacote de obras para Centro Histórico de São Luís

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O Governo do Maranhão realiza, nesta quinta-feira (14), a solenidade para o anúncio de um amplo conjunto de intervenções integrado no Centro Histórico de São Luís.

O governador Carlos Brandão detalhará os investimentos em coletiva de imprensa realizada às 16h, no Convento das Mercês, com a presença da ministra da Igualdade Racial, Rachel Oliveira; e do presidente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Maranhão (IPHAN), Deyvesson Gusmão.

O pacote de obras abrange desde o início de novas obras e restaurações de igrejas, até parcerias estratégicas com a iniciativa privada e cessões de uso de casarões para fins culturais e administrativos.

Os novos investimentos ampliam as ações já executadas pelo Governo do Maranhão com o objetivo de preservar o conjunto arquitetônico, reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1997, além de fortalecer o turismo, e a economia criativa da região.

A revitalização inclui o lançamento de projetos como o Museu do Bumba Meu Boi, em imóvel localizado na Rua Portugal; o novo Polo Tecnológico, na Rua da Estrela; e a reforma e restauração do Complexo Odylo Costa Filho.

Serão feitos, ainda, anúncios da ampliação do conjunto de obras cujas licitações já estão em andamento, além da assinatura de parcerias para a recuperação de casarões históricos.

Cerco político e judicial no Maranhão…

Publicado em: 30 de março de 2026

Por Joaquim Haickel

O que está em curso no Maranhão deixou de ser uma simples divergência política para assumir contornos mais graves: trata-se de um cerco articulado, no qual decisões judiciais e movimentações políticas parecem convergir para um mesmo objetivo, enfraquecer o governador Carlos Brandão e reconfigurar o poder no estado.

Todo mundo sabe que houve uma ruptura entre Brandão e o grupo liderado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. O que não pode ser naturalizado é a extensão dessa ruptura para além do campo político, sobretudo quando se considera que a um ministro da Suprema Corte é vedado o exercício de atuação político-partidária. Transformar esse fato em algo trivial significa desvirtuar as relações institucionais que sustentam a República.

O que se observa, a partir dessa ruptura, é uma sucessão de medidas que, ainda que formalmente justificáveis, passam a gerar a percepção de influência de interesses alheios ao estrito dever funcional de quem ocupa a mais alta Corte do país.

É nesse ponto que a situação se torna preocupante e inaceitável. A atuação de agentes com forte influência institucional, somada a interesses políticos evidentes, cria um ambiente no qual o uso do aparato judicial passa a ser percebido como instrumento de pressão. E pressão política travestida de legalidade é uma das formas mais sofisticadas e perigosas de interferência no processo democrático.

Carlos Brandão pode ser contestado e combatido politicamente, como qualquer governante. O que não se pode admitir é que a disputa pelo poder se dê por meios indiretos, por atalhos institucionais ou por mecanismos que escapam ao crivo claro da vontade popular. Se há divergência, que ela se resolva no campo legítimo da política, no debate público e nas urnas, não por meio de um processo que enfraquece o governo pela via judicial.

No fundo, o que está em jogo não é apenas o destino de um governador, mas o equilíbrio entre política e Justiça. Quando essa fronteira se dissolve, o risco não é apenas para quem está no poder hoje, mas para qualquer governo amanhã. Porque, se esse método se consolida, ninguém governa de fato, apenas sobrevive sob constante ameaça.

Quando governar passa a depender menos do voto e mais da capacidade de resistir a pressões institucionais, é sinal de que algo profundamente errado está em curso, produzindo um desequilíbrio institucional incompatível com um regime democrático e com os fundamentos do sistema republicano.

Além disso, é impossível ignorar o fator temporal. Qualquer ação contra o governador do Maranhão, articulada por adversários políticos, ligados a um ministro da Suprema Corte de nosso país, tende a produzir efeitos mais intensos se ocorrer antes do prazo de desincompatibilização para as eleições de 2026. Isso confere à movimentação atual um caráter ainda mais sensível, pois sugere não apenas disputa de poder, mas cálculo estratégico quanto ao momento de agir. E, mesmo após esse marco temporal, não se pode descartar a continuidade de pressões institucionais que possam vir a acontecer contra o governo estadual.