
Depois de dois meses consecutivos com quadro deflacionário, em São Luís, no mês de setembro/25, foi observado elevado índice inflacionário, com taxa de 1,02%. Foi, dentre os meses com alta de preços ao consumidor, a segunda taxa mais elevada no ano de 2025, superada apenas pelo ocorrido no mês de fevereiro/25, com taxa de 1,41%.
Foi a maior taxa de inflação para um mês de setembro desde que São Luís foi incorporado no Sistema IBGE de levantamento de preço ao consumidor, em maio/2018.
A inflação aumentou 1,29 p.p. entre agosto/25 e setembro/25. O IPCA do mês de setembro/25 de São Luís ficou bem acima do IPCA do Brasil, 0,48%, que é a média ponderada das 16 regiões de pesquisa em que o IBGE faz levantamento de preço ao consumidor.
Das 16 regiões de pesquisa do IBGE, em todas elas houve quadro inflacionário. A última vez que isso aconteceu foi em maio/2025. Em 9 das 16 regiões de pesquisa onde o IBGE faz levantamento de preços ao consumidor, o IPCA ficou acima da média do Brasil (0,48%). O município de São Luís teve a mais elevada taxa de inflação entre todas as regiões de pesquisas. A menor taxa de inflação no país foi detectada na região metropolitana de Salvador (0,17%).
No acumulado do ano, de janeiro a setembro de 2025, a maior taxa de inflação, sob a ótica do IPCA, foi observada na RM Grande Vitória (4,35%) e a menor no município do Rio Branco, capital do Acre: 2,42%. Em São Luís, o acumulado do ano acabou avançando de agosto (2,60%) para setembro (3,64%), aumento de 1,04 p.p.. Essa taxa de São Luís, que até o mês anterior, estava abaixo da média do Brasil, em setembro ficou acima: 3,65% face a 3,64%, respectivamente. No caso do Brasil, a inflação acumulada em 2025 avançou de 3,15%, até agosto/2025, para 3,64%, até setembro/25.
O IPCA de São Luís acumulado em 12 meses tem duas sequências de aumento nessa base temporal: de julho/25 (4,60%) para agosto/25 (4,88%) e, agora, de agosto/25 para setembro/25 (5,32%). São 2 meses, por conseguinte, de curva ascendente na inflação acumulada em 12 meses na capital maranhense.
O Brasil apresenta uma curva com tendência de baixa desde abril/25, embora com oscilações, sendo que no presente átimo, em setembro/2025, 5,17%, atingiu o segundo ponto mais baixo da linha temporal iniciada em março/2025. No Brasil, o acumulado em 12 meses de setembro/25 quebrou uma sequência de 2 meses de recuo na inflação acumulada em 12 meses.
Atualmente, a meta inflacionária monitorada pelas autoridades monetárias segue uma regra que visa ao que acontece no acumulado em 12 meses, de tal forma que 6 meses consecutivos de alta de preços acima do teto da meta (4,50%) significa que a mesma não foi cumprida. No Brasil, a última vez que se alcançou um índice acumulado em 12 meses abaixo de 4,50% foi em setembro/24 (4,42%). Índice acumulado em 12 meses que de modo contínuo ficou abaixo de 4,50% perdurou por 8 meses: de fevereiro/24 a setembro/24.
A partir de junho/24, São Luís vem apresentando IPCA acumulado em 12 meses acima do teto da meta inflacionária de 4,50%.
Dos 9 grupos de despesa de que é composto o IPCA, no caso de São Luís, em 4 deles houve movimento de elevação de preço ao consumidor no mês de setembro/25. Desses 5 grupos, 2 em especial tiveram impacto positivo para provocar o quadro inflacionário de São Luís, que foi de 1,02%: habitação (9,37%; 1,30 ponto percentual de impacto) e saúde e cuidados pessoais (0,60%; 0,08 p.p. de impacto). Dos 5 grupos de despesa com variação de alta de preços, praticamente 97,1% da inflação de 1,02% no mês de setembro/25, em São Luís, foi impulsionada por esses 2 grupos de despesa.
Ao contrário do que aconteceu no mês de agosto/25, em que o grupo habitação teve quadro deflacionário (-1,52%), muito em função da redução de preço no subitem energia elétrica residencial (-5,90%), no mês de setembro/25 houve inflação (27,30%) e, para tanto, além de pesar a continuidade da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$7,87 na conta a cada 100 kw/h consumidos, o reajuste anual da tarifa da energia elétrica residencial no Maranhão, 18,62%, a partir de 28 de agosto, que alcançou praticamente o mês cheio de referência do levantamento de preços do IPCA, que foi de 30 de agosto a 29 de setembro, impulsionou sobremaneira a alta de preços nesse importante agrupamento de subitens de despesa familiar. Esses dois fatos fizeram com que variação do subitem energia elétrica residencial em São Luís alcançasse uma marca elevada: 27,30%.
Esse foi o subitem mais determinante para impulsionar os preços ao consumidor de São Luís no mês de setembro/25, com impacto de 1,2843 p.p. na composição final do IPCA. No Brasil, média das 16 regiões de pesquisa do IBGE, o aumento de preço ao consumidor desse subitem em setembro/25 foi de 10,31%. Além de São Luís, pode-se destacar aumento de preços nesse subitem de grande peso nas despesas das famílias em todas as regiões de pesquisa do IBGE, variando de 7,13% na RM de Salvador até 27,30%, que foi o caso do município de São Luís.

